Thursday, July 09, 2009

my love

Wednesday, July 08, 2009

Thursday, June 18, 2009



posso sentir a delicadeza dos teus sentidos, brother!
te amo!

desses riscos todos

era noite. houve uma despedida. ainda não estava certa do que havia feito. as luzes eram dos três lustres que se mantinham acesos desde a manhã no quarto. a cama estava desarrumada e eu fiz questão de pedir para que não entrassem no quarto naquela manhã. eu não sairia dele, pelo menos até encontrar a roupa perfeita. as luvas que melhor combinassem com os botões vermelhos da gabardine. tinha uma preta, uma azul escura e outra verde musgo. escolhi a preta. sem sudácias visuais: hoje, o desejo era de não ser nem vista! o relógio não parava! o controle... vi os três controles remotos espalhados na cabeceira. eu os olhava e desejava sair do meu centro. sair daquela consciência toda! sair dali! minhas mãos que sempre se mantém secas estavam frias e suadas. enfim decidi sobre as luvas e pela camiseta branca. calcei as botas. escondi as mãos. levava comigo um pouco de dinheiro e pequenas dúvidas. não tinha glória aquele momento. tinha um piscar de olhos. uma constelação de efeitos. uma vontade de me perder.
desci as escadas. pensava em tomar um drinque. lembrava que o me avô levantava cedo e procurava o cavalo dele na fazenda. quando o encontrava, eles tinham um mesmo trajeto. tinham um gado para alimentar e ele tinha ainda os quatro filhos para coordenar. meu pai me contava que sem que o meu avô visse, ele cavalgava para mais longe e sentava por um tempo embaixo de uma árvore enquanto o cavalo se alimentava. se o pai descobrisse não gostaria, afinal, o cavalo é um operário na fazenda e se alimenta no estábulo, no cair da tarde e não naquela hora! estava errando se fizesse aquilo!
eu aqui tão distante do meu avô... do campo... dos cavalos...e, principalmente, do meu pai! ah, se ele soubesse por onde ando me perdendo ultimamente é provável a reprovação em relação a provar desses riscos todos! não é uma atitude inteligente e sensata, minha filha, diria.

na porta


ai porque tão difícil assim! tanto tempo sem nenhuma palavra, sem nenhum ápice , impulso, contratura... tintas e pincéis sumiram. tenho as telas e as tintas. a sala está fresca de manhã e a cinergia com o lugar é invejável à qualquer homem sem fé! quando a porta abriu e a árvore na frente da garagem ainda era verde eu soube de cara que a temperatura afinal estabilizado e a primavera chegara nítida! no final do dia ainda ventava um pouco mas nada tão urgente, tão confinante... naquele dia o sol havia caído bem tarde e ainda sentia-se uma brisa quentinha de noite mansa e serenada. estava já dentro de casa, as janelas continuavam abertas e o susto foi suave quando a campainha tocou! era o porteiro, só poderia ser... me trazendo o telefone da sindica que havia pedido. Abri a porta sem nem olhar pela janela, quando vi! ao abrir a porta estavas de costas; eu, contraí a respiração e tu tu te viraste. nos vimos e as luzes da rua ascenderam!

Friday, April 03, 2009

da série: dos antigos ensinamentos

a conexão entre as extremidades em que existe um fluxo é bem mais extasiante e cansativa. quando tudo flui demais fica mais rápido também e aí então perde-se o controle num intervalo de tempo bem curtinho. estava cantando na esquina quando o guardador de carros me atropelou numa corrida frenética para pegar o primeiro carro que estacionara na rua. cada um está atrás do que mais lhe interessa, dando de cara com muitos outros a procura de coisas e situações em comum a todos. trânsito congestionado e possibilidades de emprego esgotadas não é uma grande característica da SUA vida, meu filho... dá uma freadinha aí e olha pra árvore mais próxima: ela vai tomar água quando a próxima chuva cair.

Wednesday, February 18, 2009

ela dizia...

tem coisas que de fato dão certo e tem coisas que não dão certo, certo? as que dão certo devem ser valorizadas, mais do que as que não dão certo! o choro é também alívio e, sensação de solidão é natural ao homem, assim como ter fome. das coisas que não dão certo, há que se saber que elas já passaram e que agora virão outras delas em novos formatos! nunca esqueça da organização dos astros, da enfileiração de impostos e das velhinhas e velhinhos que não pagam o ônibus! eles sempre tem alguma coisa a dizer, mas nem sempre dê ouvidos! ande pela vida alegre, e pense na declaração dos direitos humanos. ah a vida como ela é é assim mesmo! nunca duvide da boa vontade alheia - ela nem sempre existirá, mas lembre-se dela.
minha querida, contiue andando firme e olhando para os lados!

edição

Friday, February 06, 2009

cegueira pra quê

sim, sim conocordo estamos meio cegos. aquele velho papo: vemos tanta coisa, passamos o dia todo na frente ao computador que à noite se se continua na frente do computador, os olhos embaraçam todinhos! o melhor mesmo é ficar na claridade do dia, mas daí o sol forte demais, também nos deixa os olhos embaraçados... o melhor mesmo é amar, amar tanto até se embaraçar os olhos e não conseguir mais se comunicar através de palavras, sair da frente desse computador e ir beijar, beijar tanto de se embaraçar as pernas e tremer tanto de se embaraçar os pensamentos e sentir o gozo - unica sensação que não embaraça nada, só abre todos os poros e deixa a respiração fluida... os olhos vêem novamente! já transou hoje? então corre pros braços do amor e acaba com a cegueira! ihhhuuuuu___

Thursday, January 22, 2009

na sala

e nesse tempo a vida seguiu , sem você, sem a caneta, sem o papel na hora certa, com a idéia sempre pintando num dia impróprio sem sequência. quando eu vi já estava ali no meio do jardim com a taça na mão esperando a noite chegar e quando ela enfim chegou os convidados estavam atrasados e quando eles chegaram eu já estava bêbada.
eu leio pouco. os livros deixaram de me corresponder. o computador virou um livro com todas as informações mas sem inspiração! a não ser a visual... vejo muitas coisas e alimento pra alma só tenho no amor - e isso já é tanto e tudo - que me esqueço de ler palavras, esgueiro-me entre construções de madeira, com assoalhos de madeira e frestas, descampados da alma.
percorro um sutil e amarelado caminho de algumas lembranças, alguns suspiros, algumas alucinações, mas todas poucas, todas eleitas, e nenhum grande sobressalto!
por favor me ponha pra sentar direito, endireite as minhas costas e me diga bem ao pé do ouvido: trouxe um livro aqui e depois dele virão outros, o computador sairá do centro da casa e as feridinhas da alma se curarão com uma outra idéia verde latejante de grama fértil de uma inspiração branca e com poucas arestas, mas espessa e pronta para se manusear.
traga a esperança de uma correspondência nova com as palavras. entrar no mar a nado e não com barco. ir e voltar. silenciar e cair de bruços. descer e subir. quem sabe chorar no sofá.